Ações CSNA3: Vale a Pena investir?

As ações CSNA3 são referentes à Companhia Siderúrgica Nacional, uma corporação com mais de 19 mil colaboradores e que foi fundada no ano de 1941. Tendo diversas usinas, uma delas consegue produzir aço bruto em uma quantidade de 6.000.000 de toneladas, ou seja, ela pode fornecê-lo para uma série de outras empresas.

Ela tem três sedes: em Barra Mansa e em Volta Redonda, ambas regiões cariocas, e na cidade de São Paulo. Além de ela ser uma das siderúrgicas de mais respeito no mundo, ela também é a maior de toda a América Latina, o que significa que as ações CSNA3 têm ampla circulação nas carteiras de investimentos.

A Companhia Siderúrgica Nacional é a responsável pela Namina, que é uma indústria mineradora, e tem outras corporações diversas, incluindo CSN Minérios e CSN Galva Sud. Além disso, ela também comprou uma indústria portuguesa do setor de cimentos, a Cimpor. Nos últimos anos, a CSN tem procurado ampliar as suas atuações, sendo essa uma atitude bastante comum por parte dos grupos corporativos.

 

Deve-se investir na CSNA3 ou não?

A decisão sobre comprar ou não esse tipo de ação precisa ser tomada depois que alguns aspectos negativos e positivos são balanceados. Um dos problemas de quem investe na CSNA3 é que a empresa necessita do mercado chinês e, uma vez que ele está diminuindo, a rentabilidade dessas ações também é afetada.

A Companhia Siderúrgica Nacional, eventualmente, enfrenta certas complicações no momento de associar a procura pelo aço à sua produção, o que pode significar sobra e, com isso, prejuízo. A economia do país é o que dita se as ações da CSNA3 estarão bem avaliadas ou não: se existe uma retração na parte automotiva, por exemplo, é provável que o seu aço também seja desvalorizado.

A postura econômica dos Estados Unidos também pode prejudicar essa empresa na bolsa de valores: uma vez que o mercado norte-americano está dedicado a proteger as suas produções, é mais complicado para a CSN enviar o seu aço para aquele país.

No entanto, é claro que também existem aspectos que tornam a compra das ações muito rentáveis, incluindo o fato de essa empresa participar não somente da parte siderúrgica, mas de outras etapas, como a mineração. No momento, a economia do Brasil tem demonstrado recuperação, o que se vê pela diminuição (ainda que tímida) do desemprego e pela melhora das ações do país. Com isso, a atuação das indústrias também fica mais expressiva e as ações CSNA3 são beneficiadas.

É difícil que os custos relacionados à Companhia Siderúrgica Nacional sejam uma surpresa, em especial no ramo elétrico. A razão é que essa empresa preza pela sua autossuficiência nesse aspecto e gera sua energia; toda vez que um tipo de gasto é reduzido, os lucros aumentam e isso também chega aqueles que escolhem as suas ações para investir.

A perspectiva do mercado de aço é sempre favorável, pois a maioria dos produtos precisa dele. Os eletrodomésticos da linha branca, por exemplo, dependem do aço para serem feitos e são elementos que sempre são muito comprados, pois são de primeira necessidade.

Como estão as ações CSNA3 no momento?

ações csn

Atualmente, a maioria dos investidores que repassou essas ações conseguiu R$ 9,82, tendo gasto um centavo a menos para compra-las. A quantidade de ações da Companhia Siderúrgica Nacional está quase em dois milhões, significando que os investidores conseguem compra-las facilmente.

Faz mais de um ano que as ações CSNA3 estão valorizadas: a sua última desvalorização importante foi de 2,39%. Nesse começo de outubro, ela ficou em 2,40% e a sua maior valorização foi em julho: 23,37%.

Comprar CSNA3 é boa ideia?

Considerando o último ano dessas ações, a valorização delas é constante e isso faz com que o investimento seja uma boa ideia. Contudo, é importante não fazer compra em massa dessas ações: 5% do que a pessoa tiver como carteira já é o bastante.

Esse cuidado tem de ser lembrado não somente com essa siderúrgica, mas com a maior parte das empresas. Quando se tem muitas ações de um lugar só e ele enfrenta problemas, os prejuízos são muito grandes; porém, pode-se diminuir o impacto quando a carteira de investimentos tem ações diversas.

Outras condições que fazem da Companhia Siderúrgica Nacional uma boa forma de investimentos são: perspectiva de que a produção brasileira ainda aumentará nesse final de ano, podendo passar de 4%; o Produto Interno Bruto da parte siderúrgica também cresceu, ficando 3,1% maior; considerando o ano de 2017, o aço foi muito mais vendido, tendo 6% a mais de negociações.

Uma vez que essa indústria também faz parte do mercado de concretos e até de logística, as possibilidades de ela manter as suas ações sempre equilibradas são maiores. Se houver desvalorização na área de mineração, ela tem a de cimento para tentar manter os seus investimentos.

Como gerenciar as ações da CSNA3?

As pessoas que investem nessa empresa precisam ficar atentas ao mercado siderúrgico, tendo atenção a países como os Estados Unidos. Acompanhar frequentemente a situação do mercado automotivo também é indispensável, já que essa indústria é uma grande consumidora de aço.

Aquelas que não são experientes em gerenciar ações de empresas podem contratar a orientação de especialistas. Para isso, existem as carteiras de investimentos que também contam com consultorias à parte; as corretoras de ações são outra forma de esses investidores inexperientes serem orientados.

Uma indicação é usar a agência bancária para fazer os investimentos. Com isso, a pessoa tem uma assessoria mais próxima, já que pode ir pessoalmente pedir ajuda.

É recomendado ter cuidado no momento de comprar as ações CSNA3. Quando os preços estão muito valorizados, há a tendência de querer comprar mais para desfrutar de mais lucros. Entretanto, não dá para prever se ocorrerá algum problema na Companhia Siderúrgica Nacional que possa representar desvalorização. Dessa maneira, manter a regra de só ter 5% de CSNA3 é muito importante.

Por fim, as carteiras de investimentos precisam ser analisadas antes de uma ação ser comprada: no começo, as mais seguras são as oferecidas pelos bancos.

 

 

 


Ações Ordinárias x Ações Preferenciais: Qual a diferença?

Neste primeiro artigo no blog Vida de Investidor vamos falar sobre ações ordinárias e preferenciais.

Como tudo na vida, encontramos prós e contras nos modelos de aplicações nos papéis da empresas na Bolsa de Valores. Ações têm mais do que uma natureza, o que significa que precisamos nos informar a respeito delas antes de realizar as negociações de compra, aproveitando características e momentos que privilegiam a aquisição de um dos modelos de ação.

ações preferenciais

Ações Ordinárias Nominativas

Começamos pela ação que, como o próprio nome já indica, se trata da mais usual, das mais naturais entre as que estão disponíveis na bolsa de valores. As ações ordinárias são sempre identificadas pelo número 3 no final da indicação dos papéis, detalhe prático para evitar confusões, principalmente por parte daqueles que estão começando com as atividades mobiliárias.

A grande vantagem na obtenção de uma dessas ações é a possibilidade de realmente fazer parte da companhia que você está virando acionista, através dos votos nas assembleias das empresas. Antes de continuar dissecando o assunto, vale lembrar que, se a quantidade de papéis não for relevante, essa possibilidade de voto se torna muito mais simbólica do que qualquer outra coisa.

Aqueles que adquirem 300 ações ordinárias de uma empresa tem o voto com peso três vezes maior do que aquele que investe em 100 papéis, por exemplo. Outra condição das ON é a de participar da divisão de lucros da empresa, sempre proporcionalmente com a quantidade de ações compradas.

Anote esse termo: Tag Along. Se a companhia em que você “apostou” trocar de investidores controladores, aqueles que estão assumindo a posição devem comprar também a parte dos investidores minoritários, por pelo menos 80% do valor pago no início.

É exatamente por isso que, em época de transição de acionistas majoritários, as ON se tornam as mais visadas por acionistas de todos os portes. Nem sempre os termos ficam exatamente nos 80% e as vezes também podem ser aplicadas nas preferenciais, por isso, é importante ficar de olho em todas as condições de compra de uma companhia por parte de outra.

Ações Preferenciais Nominativas

As PNs podem vir muito bem à calhar àqueles que pensam em capitalização a longo prazo, sem muita pressa em ver o investimento dando retorno. A rentabilização a partir da Ações Preferenciais é baseada em dividendos, com porcentagens maiores nos lucros do que àqueles que escolhem pelas Ordinárias.

A caracterização das ações nos pregões dependerá da classificação da PN. Há as classes A e B, sendo que a primeira é identificada pelo número 5 no final da inscrição da companhia, enquanto a segunda é diferenciada pelo número 6. A classe A proporciona o pagamento do recebimento mínimo do dividendo, quanto a B dispõe de um valor de dividendo já pré-estabelecido.

Qual escolher?

Não ficaremos em cima do muro, apenas deixaremos bem claro que, naturalmente, tudo depende de suas próprias intenções, além das tendências e movimentos do mercado mobiliário.

É importante analisar a liquidez das ações, muitas vezes melhor em papéis Preferenciais Nominais, assim como as condições que as ações ordinárias oferecem ao acionista, de acordo com os termos da corporação.

Para começar e definir entre as ações ordinárias ou preferenciais, o segredo é se debruçar sobre o assunto para entender como e quando se tornar um acionista através de uma dessas opções. Absorva a maior quantidade de conteúdo sobre o assunto que puder, corra até uma corretora de valores e, com o Home Broker instalado, começamos a aprender na marra sobre esse fantástico universo.