Ações Ordinárias x Ações Preferenciais: Qual a diferença?

Neste primeiro artigo no blog Vida de Investidor vamos falar sobre ações ordinárias e preferenciais.

Como tudo na vida, encontramos prós e contras nos modelos de aplicações nos papéis da empresas na Bolsa de Valores. Ações têm mais do que uma natureza, o que significa que precisamos nos informar a respeito delas antes de realizar as negociações de compra, aproveitando características e momentos que privilegiam a aquisição de um dos modelos de ação.

ações preferenciais

Ações Ordinárias Nominativas

Começamos pela ação que, como o próprio nome já indica, se trata da mais usual, das mais naturais entre as que estão disponíveis na bolsa de valores. As ações ordinárias são sempre identificadas pelo número 3 no final da indicação dos papéis, detalhe prático para evitar confusões, principalmente por parte daqueles que estão começando com as atividades mobiliárias.

A grande vantagem na obtenção de uma dessas ações é a possibilidade de realmente fazer parte da companhia que você está virando acionista, através dos votos nas assembleias das empresas. Antes de continuar dissecando o assunto, vale lembrar que, se a quantidade de papéis não for relevante, essa possibilidade de voto se torna muito mais simbólica do que qualquer outra coisa.

Aqueles que adquirem 300 ações ordinárias de uma empresa tem o voto com peso três vezes maior do que aquele que investe em 100 papéis, por exemplo. Outra condição das ON é a de participar da divisão de lucros da empresa, sempre proporcionalmente com a quantidade de ações compradas.

Anote esse termo: Tag Along. Se a companhia em que você “apostou” trocar de investidores controladores, aqueles que estão assumindo a posição devem comprar também a parte dos investidores minoritários, por pelo menos 80% do valor pago no início.

É exatamente por isso que, em época de transição de acionistas majoritários, as ON se tornam as mais visadas por acionistas de todos os portes. Nem sempre os termos ficam exatamente nos 80% e as vezes também podem ser aplicadas nas preferenciais, por isso, é importante ficar de olho em todas as condições de compra de uma companhia por parte de outra.

Ações Preferenciais Nominativas

As PNs podem vir muito bem à calhar àqueles que pensam em capitalização a longo prazo, sem muita pressa em ver o investimento dando retorno. A rentabilização a partir da Ações Preferenciais é baseada em dividendos, com porcentagens maiores nos lucros do que àqueles que escolhem pelas Ordinárias.

A caracterização das ações nos pregões dependerá da classificação da PN. Há as classes A e B, sendo que a primeira é identificada pelo número 5 no final da inscrição da companhia, enquanto a segunda é diferenciada pelo número 6. A classe A proporciona o pagamento do recebimento mínimo do dividendo, quanto a B dispõe de um valor de dividendo já pré-estabelecido.

Qual escolher?

Não ficaremos em cima do muro, apenas deixaremos bem claro que, naturalmente, tudo depende de suas próprias intenções, além das tendências e movimentos do mercado mobiliário.

É importante analisar a liquidez das ações, muitas vezes melhor em papéis Preferenciais Nominais, assim como as condições que as ações ordinárias oferecem ao acionista, de acordo com os termos da corporação.

Para começar e definir entre as ações ordinárias ou preferenciais, o segredo é se debruçar sobre o assunto para entender como e quando se tornar um acionista através de uma dessas opções. Absorva a maior quantidade de conteúdo sobre o assunto que puder, corra até uma corretora de valores e, com o Home Broker instalado, começamos a aprender na marra sobre esse fantástico universo.

 

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